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Soul Volcano: Reviews 2021/2022 da MTB Full Suspension Soul

Testamos a Soul Volcano, uma MTB Full Suspension nacional da marca Soul Cycles. Veja tudo sobre essa bike, seus pontos fortes e suas principais características.

Depois de mais de 2 mil quilômetros rodados, 6 provas, uma cicloviagem de 6 dias, um bikepacking e muitos pedais de treino e passeio. Já da pra dar um bom feedback para vocês sobre a Soul Volcano.

Soul Volcano: Reviews da Mountain Bike Full suspension da Soul Cycles

Vamos focar na ciclística e não nos componentes em si, até porque, a Soul Volcano possui mais de uma montagem que você encontra no próprio site da Soul.

Aqui, vamos tratar dos pontos da geometria, dos materiais e dos conceitos que a Soul empregou, para criar na visão dela, a melhor Mountain Bike Full suspension Nacional.

Na soul Volcano, a sensação que eu tive, depois de ajustar certinho o sag ao meu peso, foi a de que:  ao imprimir força para subir, cada pedalada me projetava pra frente, criando velocidade e tração.

Edu Costa, redator do MTB Brasil.

Soul Volcano: Reviews da Mountain Bike Full suspension da Soul Cycles

Por uns bons dias e por uns bons quilômetros, a Soul Volcano foi minha bike de treinos, passeios e provas. Sempre que começo um teste, mesmo que seja uma analise mais superficial me pego pensando: o que eu gostaria de ler ou ver sobre esse produto que me deixa-se seguro entre a escolha ou não?

Pensando assim, eu sempre começo com a premissa básica: trazer um conteúdo sincero e honesto par meus leitores, ou para interessados em saber mais sobre – neste caso uma bike, ou ainda, para falar apenas para os apaixonados pelo ciclismo e por analises.

Então sem mais, pega um café, sente-se confortavelmente e vamos ao reviews da Soul Volcano.

Soul Volcano: Reviews da Mountain Bike Full suspension da Soul Cycles
Uma traseira mais curta 430 milímetros na Volcano 2021/2022

Com uma traseira curta, 430 milímetros, a Soul Volcano tem visivelmente um triangulo dianteiro maior em comparação com outras bikes. Evidentemente que o triangulo traseiro é invariavelmente bem menor, porém recentemente os fabricantes tem apostado ainda mais na ampliação desse conceito, ou seja, dando cada vez mais ênfase a toptubes maiores, e por consequência, triângulos dianteiros maiores. Já falamos disso aqui em outros reviews, inclusive de bikes de gravel e road bike, por exemplo.

Por tanto, isso não é exclusividade das MTBs full supensions, mas é presente em road bikes e gravel bikes.

Qual a vantagem de se alongar o toptube e encurtar o triângulo traseiro?

E qual a vantagem de se alongar o toptube, já sabemos que bikes com toptube muito longo tendem a ser mais mansas? E de fato, isso procede, além de mais mansa, uma bike com toptube mais longo, ou distância entre eixos maiores costumam ser mais confortáveis. Essa característica num quadro permite maior complacência ao enfrentar buracos e trepidações, por exemplo.

Então, esse já seria um bom motivo para se pensar em alongar o toptube, contudo, devemos lembrar que estamos falando de uma bike de alta performance, e um comportamento muito pacto não seria bem-vindo.

Para equilibrar isso, a Soul entrega suas bikes com mesas mais curtas, trazendo assim mais agilidade para o piloto. A mesa mais curta, não retira o conforto da bike, já que como eu disse, o que da o conforto é a complacência obtida com o tubo mais longo e ainda, a calibragem individual do sistema de suspensão, e até mesmo se você usa tubeless.

Não vamos confundir aqui o conforto do quadro, composto pela sua geometria e pelos materiais empregados na sua construção, com o conforto da posição de pilotagem, certo? São duas cosias diferentes.

Por exemplo: Uma posição de pilotagem super confortável, não retira o excesso de vibrações ou amortece o impacto dos buracos que a bike transmite para seu corpo.

Por tanto, se quer uma Soul Volcano mais confortável, não precisa mexer na mesa, exceto é claro, se um bikefit indicar isso.

Dessa forma, ao comprar uma bike com a geometria moderna como a da mountain bike nacional Soul Volcano, deixe de lado conceitos antigos. Esqueça que na sua bike antiga você usava mesa de 100mm ou 110mm.

Como a mesa mais curta deixou a Volcano mais ágil?

Como a mesa mais curta deixa a Soul Volcano mais ágil? E isso funcionaria na minha bike também?

Respondendo a segunda pergunta primeiro; sim, encurtar a mesa geralmente traz mais agilidade a qualquer bike, porém, uma redução substancial da mesa pode comprometer seu fit.

No caso da Soul Volcano ue já teve sua estrutura projetada para tal, com o centro do guidão mais próximo da caixa, o ciclista consegue fazer curvas sem uma torção acentuada do tronco, ao mesmo tempo, isso deixa o centro de gravidade mais controlado.

Em dados momento, uma mesa muito longa projeta o ciclista demasiadamente para frente e para os lados. Essa necessidade de projeção é criada porque a mesa mais longa amplia a parábola necessária para se fazer uma curva, qualquer curva.

Em aulas, Valmor Hausman, referência de habilidade e pilotagem, multi campeão e professor de técnicas de ciclismo, explica que a capacidade de controle e agilidade de uma bike será comprometida, se a mobilidade do corpo não for trabalhada e incorporada a pilotagem.

Triângulo traseiro mais curto?

Encurtar o triangulo traseiro trás mais responsividade e aceleração para a bike, costumamos dizer que bikes assim são mais ariscas. Entretanto, se isso não foi muito acertado, você cria uma bike ríspida.

Um erro aqui cria uma bike full suspension ruim de passo e, potencialmente ineficiente em subidas técnicas e travadas. Isso acontece porque quando o triangulo traseiro fica muito curto, os engenheiros começam a ter dificuldade de manter o eixo do pivô (não o da central) numa altura adequada. E isso foi muito bem acertado na soul Volcano!

E qual a altura adequada? Não existe, depende de cada geometria. Mas um efeito que é sentido quando isso não se encaixa, ou se quisermos falar das bikes full suspensions mais antigas, que foram importantes, pois abriram caminho paras bikes atuais.

Acontece que se a diferença de altura do eixo do pivô for muito grande, ao pedalar, você puxaria o triangulo para cima. Simplesmente com o ato de pedalar, isso provocaria perda de tração e por consequência queda de performance. Isso fica muito mais visível em subidas.

Não é que ao pedalar o triângulo vai se erguer do solo, isso não acontece porque a parte mais fraca, tende a receber essa força. Que no caso de uma full é o amortecedor. E é isso que faz com que algumas full suspensions fiquem “molengas” em subidas.

A Soul Volcano foi absolutamente perfeita na Expedição Do mar a Montanha. Mais de 14mil metros de altimetria acumulada na viagem.

Na soul Volcano, a sensação que eu tive, depois de ajustar certinho o sag ao meu peso, foi a de que:  ao imprimir força para subir, cada pedalada me projetava pra frente, criando velocidade e tração.

A bike em competições

A full suspension nacional enfrentou algumas provas aqui no Espírito Santo, etapas da Copa Capixaba, do UpRise Brasil, Desafio Katamato e alguns pedais bem fortes. Além disso, a bike foi instrumento de treinos, pois eu precisava rodar o máximo possível para poder trazer uma analise segura, que permitisse que você, que me leu tudo isso até aqui pudesse compreender de fato todo potencial dessa mountain bike.

Disputei provas de estradão, com trilhas rápidas que exigiam pilotagem e habilidade, coisa que a bike me ajudou demais e com isso pude obter resultados significativos. Subidas longas com inclinação média são meu forte, portanto a bike fluía facilmente por esses terrenos.

Nos eventos de subidas duras e longas, como o Desafio Katamato por exemplo, senti muito pela minha característica, contido, posso afirmar que a bike me ajudou demais. Sua performance em subidas técnicas, como já mencionado em vídeo trouxe alivio nos piores momento. Acredito que com outra bike não tão bem desenhada eu tivesse sofrido muito.

Nas descidas velozes, basta uma certa adaptação a bicicleta pra sentir total confiança na capacidade de manobra da full suspension da Soul.

A bike é absolutamente manobrável, como um cavalo puro sangue bem amansado. em outros vídeo, chegou mencionar como essa bicicleta é boa de curvas em alta velocidade e isso é surpreendente. Confira no vídeo abaixo.

Além dessas provas, ainda dei umas boas voltas nas pistas de XCO de Carapina e no Juara Bike Park, locais que exigem técnica e expõem tantos os defeitos das bikes, quanto os dos pilotos. Mais uma vez a Soul Volcano demonstrou uma geometria de primeira linha, bem como a escolha do guidão mais largo para maximizar o controle da bike em todos os terrenos.

Eu realmente gostaria de correr mais provas com essa bicicleta, termino dizendo que ela sempre me passou um ar de muita robustez, ela é uma bike parruda, ao mesmo tempo que consegue ser rápida e ágil. Com ela enfrentei todo tido de evento, bem como uma viagem muito longa por dias.

A maquina da Soul em ação no UpRise Brasil The Challenge. Conquistamos o 3º lugar na categoria e 16º da Geral.

Considerações finais

Sem muita enrolação, até porque acho que já está claro. Sim, definitivamente eu compraria uma maquina dessas para mim. A bicicleta só me trouxe alegria e foi muito prazeroso andar nessa bike. Como dito, desde pedais leves de turismo, como o passeio Rota do Trem, até coisas extremas como os treinos para o Caminhos de Rosa, onde pedalei mais de 225km numa pancada só com essa bike.

E foi, por exatamente rodar mais de 2mil quilômetros e subir tanto, que nem me arrisquei a contar que eu poso falar com tanta segurança. Sim, ela é um feliz investimento se você busca uma bicicleta completa, de ponta e com grandes chances de se manter atual por alguns anos.

Daqui a um tempo, um upgrade ali, outro aqui e você ainda terá uma mountain bike atual, pronta pra encarar qualquer desafio. Desde uma viagem, até uma prova cascuda de XCO.

Edu Costa

Pai, Marido e Ciclista amador, praticante de MTB e Gravel que adora competições e procura novas rotas e aventuras com a bike. Acredita no poder transformador do esporte e por isso compartilha experiências e informações. Escreve sobre o ciclismo Road Bike e Mountain Bike desde 2009 em seu primeiro projeto e agora é o fundador e editor do Mountain Bike Brasil

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